2009 - Pré-sal é uma realidade

O Dia do Trabalhador, 1º de maio (2009), foi o escolhido para o início da produção da maior jazida de petróleo já descoberta pela Petrobras: Tupi, atual campo de Lula, no pré-sal na Bacia de Santos, somará às reservas brasileiras o volume de óleo equivalente (petróleo e gás) recuperável estimado de 8,3 bilhões de barris equivalentes (boe).

No mesmo dia, uma mostra do primeiro óleo extraído em Tupi, pelo navio-plataforma Cidade de São Vicente, foi levada de helicóptero até a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, e entregue ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A solenidade marcou o início do desenvolvimento da maior província do pré-sal com óleo de boa qualidade (28º API).

A primeira extração no pré-sal aconteceu no campo de Jubarte, na região conhecida como Parque das Baleias, no Espírito Santo, ao norte da Bacia de Campos. O reservatório de óleo leve (30º API) indicou reservas de 1,5 a dois bilhões barris de petróleo equivalente (boe).

O desafio no campo de Lula, no entanto, foi ainda maior. No poço capixaba, a espessura da camada de sal é de menos de 300 metros. Em Lula, são 2 mil metros. A distância da linha da costa também mostra a diferença no grau de dificuldade: Jubarte, 77 quilômetros; Lula, 290 quilômetros.

Atualmente: a produção no pré-sal é de 320 mil barris dia de petróleo equivalente (petróleo e gás). Hoje, o óleo extraído da região já responde por 15% da produção nacional. Em 2016, será 31% e em 2020, 47%.

O primeiro poço perfurado pela Petrobras no pré-sal, entre 2005 e 2006, teve duração de aproximadamente 15 meses e custou US$ 240 milhões; atualmente, com a incorporação de várias melhorias de materiais e procedimentos operacionais, a mesma operação tem durado em torno de 70 dias, com custo de US$ 70 milhões.

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