2003 - Sotaque brasileiro

Há dez anos a Petrobras assumiu o compromisso de aumentar o conteúdo nacional na cadeia de fornecedores. Para alcançar tal desafio, era preciso mobilizar governos e entidades civis. Em 2003, nesse ambiente de fortalecimento da indústria local, o Governo federal criou o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

A meta de “maximizar a participação da indústria nacional de bens e serviços, em bases competitivas e sustentáveis, na implantação de projetos de óleo e gás no Brasil e no exterior” levou ao desenvolvimento de mais de 150 iniciativas ao longo desses 10 anos.

A criação de metodologia única para a aferição do conteúdo local (“Cartilha”) para os projetos de investimento do setor de petróleo e gás, que foi adotada oficialmente pela ANP a partir da 7ª Rodada de Licitação em 2005, representou um passo importante para o avanço da política de Conteúdo Local do Governo.

O programa viabilizou, em 2006, a criação do Plano Nacional de Qualificação Profissional, como forma de atenuar um mal crônico no Brasil: a falta de mão de obra qualificada. A iniciativa já capacitou mais de 97 mil alunos em 185 categorias de cursos voltados para o setor de petróleo e gás, em 17 estados onde a Companhia possui investimentos ou unidades operacionais.

Para desenvolver micro e pequenas empresas (MPE) como fornecedores secundários da cadeia de petróleo e gás, foi firmado convênio entre Petrobras e Sebrae, com investimento de mais de R$ 78 milhões em empresas localizadas em 16 estados. De 2004 até a atualidade, a parceria rendeu 122 rodadas de negócios envolvendo cerca de 11 mil micro e pequenas empresas, o que gerou aproximadamente R$ 5,5 bilhões em negócios.

Desde então, a política de substituição competitiva de importações registra conquistas como a crescente nacionalização dos guindastes offshore e dos sistemas de automação e controle.

Atualmente: as demandas do pré-sal e as novas refinarias concentram os grandes desafios e as grandes oportunidades para desenvolver a indústria nacional de bens e serviços. No horizonte 2013-2020, o desafio é desenvolver Arranjos Produtivos Locais (APLs) em cinco regiões precursoras onde existem empreendimentos do setor. As regiões escolhidas são: Rio Grande (RS); Ipatinga-Vale do Aço (MG); Suape (PE); Maragogipe (BA); e Itaboraí (RJ).

Na indústria naval, a Petrobras vai colocar em operação 38 novas plataformas de produção, 28 sondas, 89 navios de transporte de óleo e derivados e 198 novos barcos de apoio de grande porte. O compromisso com o conteúdo local viabilizará a geração de milhares de empregos: enquanto, em 2003, a indústria naval absorvia 2500 trabalhadores, hoje tem 72 mil e, até 2016, deverá gerar 100 mil empregos qualificados.

Galeria de fotos relacionadas à este momento