1999 – O gás boliviano para as indústrias brasileiras

Com 1.968 quilômetros de extensão, a primeira etapa do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) entrou em operação em 1999. O trecho entre os municípios de Guararema, São Paulo, e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, começou a ser construído em 1997. A proposta na época era que o gás natural boliviano respondesse por 15% de todo o consumo brasileiro.

Em São Paulo, o traçado do Gasbol acompanha o rio Tietê, chegando a Campinas, onde estão as indústrias que, em 1999, foram pioneiras na utilização do gás natural boliviano. O trajeto é estratégico, pois passa por uma área responsável por 71% do consumo energético brasileiro, 82% da produção industrial do país e 75% do PIB.

O acordo entre os dois governos para a importação do gás natural boliviano foi assinado em 1993. Já em 1996, foi instituído o Tratado de La Paz para reger a construção, o funcionamento e o comércio do insumo. A Petrobras, em pouco tempo, tornou-se a maior empresa atuando naquele país, respondendo por cerca de 20% do PIB boliviano. Em 2006, o presidente Evo Morales impôs novas regras para o setor de petróleo e gás no país e a companhia vendeu seus ativos para a estatal boliviana YPFB.

Atualmente: Gasoduto Bolívia-Brasil tem 3.150 quilômetros de extensão, sendo 2.593 em território brasileiro (trecho administrado pela TBG) e 557 em território boliviano (trecho administrado pela GTB). O percurso completo passou a operar plenamente em 2010. Hoje, o gasoduto começa na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e termina na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul. O trajeto atravessa os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, passando por cerca de 4 mil propriedades em 135 municípios.

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