1989 - Uma década marcada por recordes

Batizada de década perdida em referência à estagnação vivida pela América Latina, os anos 80 foram marcados por uma forte retração da produção industrial e um menor crescimento da economia como um todo. Para a Petrobras, no entanto, foram anos de grandes conquistas em exploração e produção de petróleo no mar, principalmente de 1985 a 1990.

Em 1986, as atividades em águas profundas já tinham avançado de tal maneira que a Petrobras perfurava poços em profundidades de água de mais de 1.200 metros e produzia petróleo a profundidades próximas de 400 metros, um recorde mundial à época.

Em 1988, essa marca foi superada pela produção de petróleo no campo de Marimba, Bacia de Campos, a 492 metros abaixo do nível do mar.

A descoberta de novos reservatórios gigantes, como o Sul de Marlim e a confirmação dos grandes volumes de petróleo em campos descoberto na Bacia de Campos na primeira metade da década, como o de Albacora e o de Marlim, além da entrada em operação de novos sistemas de produção, contribuíram para que a extração tenha alcançado a marca de 675.135 barris diários em 30 de dezembro de 1989.

Neste ano, o estado do Rio de Janeiro que já havia se consolidado como principal produtor de petróleo do país, foi responsável por 57,8% do volume total produzido e por 86,7% da produção offshore.

A capacidade de produzir em águas profundas contribuiu para a redução da dependência energética do Brasil. O gasto líquido com a importação de petróleo e derivado, que em 1981 chegara a cerca de US$ 10 bilhões, foi de US$ 3 bilhões em 1989.

Atualmente: De 2005 a 2012, a Petrobras notificou à ANP 63 declarações de descobertas na área do pré-sal e 189 nas demais áreas. A empresa detém o maior número de sistemas de produção em águas profundas e ultraprofundas do mundo: no fim de 2012, contava com 39 unidades somente no Brasil. Enquanto a segunda, terceira e quarta empresas neste ranking, juntas, operavam 34 plataformas em grandes profundidades.

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