1986 - Tecnologia para produção em águas profundas

A Petrobras até a década de 80 comprava a maior parte da tecnologia aplicada na atividade de exploração e produção. Com as descobertas a profundidades cada vez maiores na Bacia de Campos, a companhia se viu diante de mais um desafio: produzir petróleo a 400 metros de profundidade. Após pesquisar no mercado e descobrir que não havia tecnologia disponível para ir tão fundo, a empresa, diante a expectativa de um país que necessitava aumentar as reservas, decidiu investir no desenvolvimento de novas tecnologias. Foi criado, então, em 1986, o Programa de Capacitação Tecnológica em Águas Profundas (Procap).

Foi um projeto extremamente ambicioso, pois, na época, a Petrobras explorava petróleo na faixa dos 150 metros, mas já tinha planos para os 1.000 metros.

Atualmente: O petróleo encontrado pela Petrobras na camada pré-sal está a até 7 mil metros de profundidade. Isso significa que, depois de superar 2 mil metros de água, é necessário perfurar outros 5 mil metros, sendo até 2 mil destes na camada de sal, para só então chegar aos reservatórios. É como atravessar, com brocas, o equivalente à altura de 12 morros do Pão de Açúcar empilhados. Os esforços e investimentos valem à pena. A Petrobras já superou desafios tecnológicos e a produção no pré-sal é realidade: hoje são mais de 300 mil barris/dia produzidos na região. Brocas de diamante artificial, sistemas inéditos de reinjeção de gás carbônico e aço especial de alta resistência resistente à corrosão são alguns dos aliados desenvolvidos pela Companhia e parceiros para produzir petróleo no pré-sal. A busca por tecnologia não cessa e tem como objetivo acelerar a produção e reduzir custos. O resultado já pode ser observado. O tempo de perfuração de poços no pré-sal caiu de 134 dias, em 2006, para 70 dias em 2012. A Petrobras Distribuidora atende a mais de 10 mil grandes clientes entre indústrias, termelétricas, companhias de aviação e frota de veículos leves e pesados.

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