1984 - Cada vez mais fundo

Se a década de 70 comprovou a capacidade da Petrobras de extrair petróleo no mar em volumes significativos, nos anos 80 era chegada a hora de descer as brocas de perfuração ainda mais fundo e tornar a companhia definitivamente uma referência mundial para a indústria petrolífera offshore. A descoberta do Campo de Albacora, o primeiro gigante em água profundas da Bacia de Campos, colocou a empresa diante de mais um desafio, superado em 1990 com o início da produção desse campo.

Em 1987, foi anunciado o Campo de Marlim, o segundo em águas profundas da Bacia de Campos com proporções gigantes. Na década de 90, mais dois reservatórios com proporções semelhantes são descobertos: Barracuda e Roncador.

As descobertas e a capacidade de extrair petróleo no fundo do mar valeram à companhia, em 1992, o maior prêmio do setor petrolífero offshore mundial. Era o reconhecimento internacional ao que foi chamado de “notável contribuição para o avanço da tecnologia de produção em águas profundas”. A Petrobras ganhava pela primeira vez, na Offshore Technology Conferente (OTC), em Houston, EUA, o Distinguished Achievement Award. Posteriormente, a empresa foi homenageada em mais duas premiações.

Atualmente: A Bacia de Campos continua sendo lugar de inovação. O sistema de separação submarina para águas profundas (SSAO), instalado no campo de Marlim, interligado à plataforma P-37, é um projeto inovador que contribuirá para o aumento da produção da Companhia. Como separa água e óleo ainda no fundo do mar e reinjeta essa água no reservatório, o SSAO permite reduzir o volume de equipamentos de superfície na plataforma e diminuir custos operacionais. O SSAO é o primeiro sistema de separação submarina água–óleo no mundo em águas profundas e recebeu o Prêmio Spotlight da OTC e o Prêmio ANP de Inovação Tecnológica.

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