1963 - Carmópolis: “cinqüentão” esbanjando vitalidade

Até o início da década de 60, a produção de petróleo no Brasil limitava-se aos poços da região do Recôncavo Baiano. A descoberta do campo de Carmópolis, em Sergipe, no ano de 1963, é considerada um momento decisivo para a consolidação da indústria petrolífera brasileira. A reserva sergipana impulsionou, definitivamente, a atividade exploratória no País.

A descoberta contribuiu para a formação de uma geração inteira de profissionais na área de Exploração e Produção da Petrobras. Graças à experiência adquirida com Carmópolis, os geólogos e geofísicos da companhia descobriram, em 1968, o primeiro campo marítimo do Brasil: Guaricema, localizado em águas rasas na Bacia de Sergipe.

Foi o começo da atividade de exploração na plataforma continental brasileira, que abriu caminho, na década seguinte, para uma empreitada ainda mais audaciosa: a exploração e produção na Bacia de Campos, em águas profundas, no litoral do estado do Rio de Janeiro.

Atualmente: em agosto deste ano, o campo de Carmópolis comemorou 50 anos de atividade esbanjando vitalidade. Ele ainda é a maior acumulação terrestre do país em volume original de óleo (in place), com 1,7 bilhão de barris.

Embora seja considerado “maduro”, o campo também é responsável pela maior produção onshore no Brasil: são cerca de 20 mil barris de petróleo produzidos por dia (bpd). Um volume expressivo que se deve, principalmente, à aplicação de modernas soluções tecnológicas destinadas à recuperação da produção do campo.

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