1961 – Rumo ao mar

Em 1961, a Petrobras dá início à procura de petróleo no mar. Provavelmente, o mais otimista dos geólogos ou engenheiros da companhia não poderia imaginar que o trabalho deles chegaria tão longe, ou melhor, tão fundo. Mais precisamente, a 7 mil metros de profundidade. O pioneirismo desses profissionais está diretamente relacionado à expertise adquirida pela companhia ao longo de cinco décadas de pesquisas no litoral brasileiro. Contra relatórios pessimistas e discursos fatalistas quanto à possibilidade de o Brasil ser um produtor de petróleo, a Petrobras avançou e conseguiu extrair o óleo que o país precisava do fundo do mar.

Está é uma história, porém, acima de tudo de persistência. Quando a Petrobras se lançou ao mar, em 1961, para as primeiras prospecções no litoral brasileiro, numa faixa que ia do Maranhão ao Espírito Santo, os resultados dos estudos não foram muito animadores. A pesquisa foi dentro da chamada plataforma continental (porção do leito marinho até 200 metros de profundidade à margem do continente). Mesmo assim, a experiência adquirida foi fundamental para o que estaria por vir nos anos seguintes, como a primeira plataforma de exploração no campo de Guaricema, em 1968, na costa do Sergipe, ou mesmo, as descobertas da década seguinte na Bacia de Campos, que colocaram o país num outro patamar em relação à produção de petróleo.

Atualmente: O Brasil responde por mais da metade das descobertas em águas profundas nos últimos anos. De 2005 a 2012, a Petrobras notificou à ANP 63 declarações de descobertas na área do pré-sal e 189 nas demais áreas. De 2000 a 2011, as reservas da Companhia cresceram 63%, muito acima do crescimento mundial, de 38%.

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